Mansa e Brava: transparência, leveza e integração com o meio ambiente

Mansa Brava 17 de dezembro de 2025

Uma arquitetura que dissolve as fronteiras entre o interior e o exterior. Essa é a essência dos projetos dos nossos empreendimentos Brava e Mansa,. Inspirados na tradição da arquitetura uruguaia de transparência, leveza e integração com o meio ambiente, essa linguagem transforma as aberturas em protagonistas. As janelas acolhem a luz, refletem a paisagem e revelam uma nova forma de habitar o espaço e o tempo.

A arquitetura uruguaia transmite um modo de viver que valoriza a amplitude, o convívio e o contato permanente com a natureza. É nesse cenário que a Colla encontra inspiração para seus empreendimentos: na arquitetura que combina simplicidade, solidez e delicadeza. As fachadas amplas, o uso generoso do vidro e a conexão contínua com o exterior criam a sensação de casas elevadas, banhadas de luz e em diálogo constante com o entorno urbano e natural.

“As janelas são parte essencial da arquitetura desde sempre. Além de cumprirem funções práticas de iluminação, ventilação e conexão visual com o exterior, elas assumem papel de protagonistas na linguagem arquitetônica, dando ritmo, leveza e caráter às fachadas”

conceitua a arquiteta Camila da Rocha Thiesen,
titular da Metropolitano Arquitetos, que assina o projeto de interiores do Brava.

Ela acrescenta  que as janelas equilibram funcionalidade e estética ao mesmo tempo em que definem a identidade de um edifício e a forma como ele se relaciona com a paisagem, seja emoldurando vistas ou criando novas perspectivas. Diferentemente das estruturas opacas, que transmitem solidez, ressalta Camila, “o vidro introduz transparência, reflexo e movimento”.

Essa busca por transparência e continuidade é uma marca da arquitetura uruguaia recente, visível nas casas e edifícios da Playa Brava e da Playa Mansa, em Punta del Este, paisagem que inspirou diretamente os projetos da Colla. Ali, o diálogo entre concreto, vidro e meio ambiente cria construções que parecem flutuar sobre o bairro, com janelas que se abrem para o mar e para a cidade. O mesmo princípio se revela em obras emblemáticas como o Museo de Arte Contemporáneo Atchugarry (MACA), em Maldonado, e a Iglesia de las Arenas, em Montevidéu, que mostram como o uso expressivo do concreto e do vidro pode gerar espaços ao mesmo tempo monumentais e acolhedores. Nos empreendimentos Brava e Mansa, a proposta é que tanto os espaços sociais quanto as áreas comuns e os apartamentos se abram para a paisagem e favoreçam a convivência.

Fluidez e transparência

Além de integrarem o envelope do edifício, as janelas interferem diretamente na experiência dos espaços internos, definindo graus de privacidade, iluminação e ventilação natural. “Grandes superfícies de vidro dissolvem a fronteira entre interior e exterior, trazendo amplitude e luz, mas exigem soluções técnicas de alto desempenho. Estruturalmente, aberturas maiores pedem sistemas que garantam estabilidade e segurança”, destaca Camila. 

As aberturas são, nas palavras da arquiteta, “generosos”, e as portas-janelas e esquadrias integram interior e exterior “com transparência e fluidez, ocupando grande parte dos planos das fachadas”. Nos ambientes íntimos e de serviço de cada apartamento, ela conta que a busca foi pelo equilíbrio entre estética, privacidade e funcionalidade. Assim, recorreu-se a recursos de vedação e escurecimento, como cortinas e persianas integradas, pensados não apenas para atender às necessidades de uso cotidiano, mas também para assegurar durabilidade e desempenho térmico e acústico, com níveis de transparência adequados a cada ambiente.

O conforto térmico e acústico, explica Camila, é um dos principais desafios técnicos. A especificação de esquadrias e vidros deve considerar o contexto do edifício, levando em conta fatores como orientação solar, regime de ventos, ruídos da região e demandas de privacidade. As soluções incluem esquadrias de alta vedação associadas a vidros de controle solar e laminados acústicos, que asseguram eficiência energética, conforto, desempenho e qualidade estética. Esses recursos, acrescenta a arquiteta, “podem ser combinados a estratégias de arquitetura passiva, como brises, beirais e elementos de sombreamento natural. Assim, as janelas não apenas protegem e isolam, mas qualificam a experiência do espaço”.

Hoje, o mercado da construção civil oferece inúmeras soluções para aberturas, o que evidencia a centralidade desse elemento arquitetônico. Os perfis podem ser quase invisíveis, realçando a luz e a paisagem, e soma-se a isso a tendência do uso de materiais recicláveis e a busca por soluções que prolongam a vida útil dos edifícios. “O desafio do arquiteto é conciliar liberdade formal e criatividade com conforto, eficiência energética, sustentabilidade e recursos disponíveis”, enfatiza Camila.

Assim como nas paisagens do litoral uruguaio, a arquitetura dos empreendimentos da Colla traduz, através das aberturas, o desejo de viver em harmonia com o meio ambiente. As janelas não apenas revelam a paisagem, mas também refletem um modo de viver que é aberto, luminoso e profundamente integrado àquilo que nos cerca. 

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