Quando um projeto começa, o que existe é página em branco e uma pergunta fundamental: o que esse edifício deixará para a cidade? Foi a partir dessa reflexão que nasceu o Brava. Um exercício contínuo de observação, desenho e aperfeiçoamento, conduzido pela Colla em parceria com o arquiteto Zé de Barros Lima.
Para Zé, arquitetura não possui frente ou fundos. Toda fachada é vista por alguém.
Arquitetura é também uma construção de tempo.
Assumidamente cartesiano, admirador dos traços retos e dos planos ortogonais, o arquiteto incorporou as linhas curvas no desenho das sacadas, com o propósito de suavizar a imponente estrutura. A curvatura e a variação de ângulos das lajes em concreto aparente são soluções que conferem um aspecto autêntico ao volume, pois conforme a incidência da luz solar, as sombras geradas serão distintas e vão garantir um ritmo singular à edificação. “Cada varanda vai ser diferente da outra”, resume o arquiteto. O fechamento do guarda-corpo em vidro curvo e as esquadrias piso-teto contribuem para a sensação de leveza e de transparência pretendida.
Ao longo de anos de desenvolvimento do projeto, cada linha, curva e proporção foi revisitada diversas vezes até alcançar uma arquitetura capaz de dialogar com o entorno e, ao mesmo tempo, marcar sua presença na paisagem urbana. Porque a Colla se orgulha em dedicar tempo para fazer o melhor, e assim contribuir na construção da Porto Alegre do futuro — o lugar onde os nossos filhos e netos irão crescer, aprender, respeitar e defender.
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